quarta-feira, 26 de julho de 2017

Mimos de amoras silvestres


 "O meu país sabe a amoras silvestres no Verão..."

E  no meu país fica o quintal do meu pai, que por esta altura tem os muros pintalgados  de pequenas amoras silvestres a amadurecerem com pressa, o que nos faz puxar pela imaginação: Doce, docinhos, bolos, pudins , bolinhos...
Há que colhê-las, diz o meu pai, ou em breve  sem  muita imaginação ou qualquer tipo de pudor, estarão a servir de manjar aos bandos de pardalitos que por ali passam...

E como  filha obediente que sou, decidi mimar a família com este docinho bem saudável imaginado por mim.



O que leva:

Para a base decidi utilizar panquecas que se fazem como já expliquei aqui https://docestemperos.blogspot.pt/2008/05/blog-post.html?m=0

Creme:
Dois iogurtes naturais
4 folhas de gelatina
4 colheres de açúcar em pó
50 gr de amoras
duas colheres de água



Como se faz:

Leva-se ao lume as amoras com duas colheres de açúcar e duas colheres de água. Deixa-se cozer durante 5 minutos e retira-se do lume. Misturam-se os iogurtes com duas colheres de açúcar e lentamente adicionam-se as amoras cozidas.
Demolham-se as folhas de gelatina, escorrem-se, derretem-se  no Microondas e adicionam-se ao preparado de amoras.
Com a varinha mágica tritura-se e mistura-se levemente. Deixa-se arrefecer 15 minutos no frio.
Forra-se uma pequena forma amovível ou uns aros de alumínio com panquecas e sobre as mesmas deita-se o preparado de amoras. Vai de novo ao frio até solidificar, desenformam-se e servem-se os mimos bem fresquinhos decorados com amoras e folhas de manjericão.









sábado, 6 de maio de 2017

Waffles / Gaufres de farinha integral e laranja


Waffles em inglês, Gaufres em francês...

São muitas as  maneiras  de começar o dia. Mas  adoro pequenos almoços demorados, variados, coloridos e saudáveis. Sei que a maioria das pessoas tem pouco tempo para este tipo de pequenos almoços, principalmente durante a semana e por isso uma máquina de fazer waffles pode ser uma excelente opção para retirar da rotina a primeira refeição do dia.
Existem mil e uma receitas de waffles , dos mais aos menos saudáveis. Hoje optei por esta receita mais saudável mas não resisti  acompanhá-la com uma fantástica geleia de marmelo caseira.
Irresistíveis!!!




O que leva:

- 1 Chávena de farinha de trigo integral

- Meia Chávena de Farinha de trigo com fermento

- 4 colheres de sopa de açúcar mascavado ou marelo
- ½ colher de café de sal
- 1 colher de chá de canela em pó

- 1 ovo

- 1 colher de chá de raspa de laranja
-1chávena  de leite
-4 colheres de óleo ou manteiga derretida
Como se faz:
Misture os ingredientes secos (farinhas  , açúcar, sal, canela e fermento) e reserve. Em seguida noutro recipiente misture o ovo, óleo, leite e a  raspa de laranja e junte com a mistura seca. Mexa até a massa ficar uma mistura homogénea.
Pré-aqueça a máquina de waffles. Com uma concha cheia de massa  preencha a forma. Feche e aguarde a máquina indicar que está pronto! Retire da forma e sirva ainda morno.




segunda-feira, 1 de maio de 2017

Raia Seca


A tradição da preparação de peixe seco por parte das comunidades piscatórias de muitas localidades do  litoral português, advém da necessidade da sua conservação para períodos de escassez, seja pelas condições do mar seja pela própria ocorrência sazonal dessas espécies.
Além de constituírem uma “reserva alimentar” para essas comunidades foram também, numa época em que a refrigeração era inexistente,  um recurso de conservação que permitia a comercialização deste pescado para pontos distantes do litoral.



As suas excepcionais características gastronómicas, que elevam algumas especialidades ao patamar “gourmet”.
Tal como acontece com o bacalhau, a secagem e a salga, transmitem aos peixes características muito diversas do seu consumo em fresco, com paladares mais ricos. 
Após um período de demolha mais ou menos prolongado (dependendo das espécies) as diferentes especialidades podem ser consumidas grelhadas, cozidas, cruas, guisadas….
A raia seca necessita de cerca de 48 horas com 4 a 5 mudanças de água de preferência, fresca.


Depois basta cortar em tiras, enxugar , passar por farinha de milho e fritar em óleo bem quente.




Esta raia contou com a companhia perfeita de uma favas cozidas e aromatizadas com ervas do quintal do meu pai. 






quarta-feira, 12 de abril de 2017

Workshop Doces Temperos no CHOCO ARTE in Tejo


Mais uma vez o Doces Temperos está presente  no evento Choco Arte - Dolce Vita Tejo com dois workshops a realizar dia 8 e 15 de Abril:
- Bombons de Chocolate ( 11 horas)
- Ovos de Chocolate ( 16 horas)

Apareçam!













sexta-feira, 7 de abril de 2017

Queijinhos do Céu

Páscoa, ovos, amêndoa e a minha paixão pela Doçaria Conventual, conduziram-me a uma receita que há muito queria experimentar, Queijinhos do Céu.  
Antigamente as claras de ovo eram usadas para engomar os paramentos das igrejas, os hábitos de freiras e de frades. Diz-se ainda que as claras aveludavam os licores que os frades faziam e as cascas de ovo retinham-lhes o “pé”.
Mas o que fazer com tanta gema que sobrava? Não sem demora “transformaram-se” nestas coisas boas, os Queijinhos do Céu, doce conventual confeccionado em vários pontos do país como em Constância pelas Irmãs Clarissas ou em Mora no Alentejo
Da forma mais convencional, é moldado à mão um recipiente cilíndrico – o queijinho – feito de massa de amêndoa,  dentro do qual se introduz um  doce de ovo .
A minha reinterpretação desta receita adicionou-lhe canela e um formato mais arredondado. Mas o sabor, esse, manteve-se e é impossível resistir a estes pequenos pecados de Céu.




O que leva:
400 g de açúcar em pó
500 g de amêndoa em pó
200 g de doce de ovos
2 claras
uma colher de café de canela
Açúcar em pó para polvilhar



Como se faz:
Deite a amêndoa em pó e o açúcar para uma tigela e misture bem. Junte depois as claras e amasse muito bem com as mãos até ficar uma massa consistente.
Divida a mistura anterior em 18 porções, abra uma cavidade em cada uma delas, junte um pouco dos ovos-moles, dobre a massa e dê a forma de um queijinho pequeno, aconchegando bem com as mãos.
Polvilhe os "queijinhos" com açúcar em pó e canela.




segunda-feira, 3 de abril de 2017

Pãezinhos recheados com farinheira e queijo creme com ervas finas



Farinheira e pão... Dois imprescindíveis  da nossa gastronomia!
A farinheira é um enchido cuja  autoria se atribui aos  judeus portugueses. Estes, no tempo em que decorria a inquisição, elaboravam e consumiam a farinheira como forma de simularem o consumo de carne de porco, dado que esta é a grande parte do seu recheio assim como de outros enchidos.
A farinheira como o seu próprio nome indica, leva na sua composição farinha, que tanto pode ser de trigo como de milho, de forma a conseguir-se uma massa à qual  é adicionada massa de pimentão, colorau e vinho para além da gordura de porco. Nalgumas regiões é também frequente a adição de sumo de laranja.
Quanto à sua preparação sabe-se que esta composição é metida dentro de tripas previamente preparadas, mas que tem uma particularidade e que faz a diferença dos outros enchidos: a tripa não é completamente cheia. Para terminar, a sua cura é feita no fumeiro tal como os outros enchidos que conhecemos. No que se refere à conservação o melhor mesmo é deixa-la num lugar bem fresco para que não azede.
Nesta  receita juntei a farinheira ao pão para confeccionar uma entrada  que é uma verdadeira tentação!!!


O que leva:

1 farinheira
4 pãezinhos tipo bolinhas de trigo
1/2 cebola pequena, muito bem picada
1 dente de alho picado
2 colheres sopa de queijo creme com ervas finas ( tipo philadelphia)
2 colheres de sopa natas ou leite
1 fio de azeite 
Oregãos q.b.
Tomilho q.b.
50 g de azeitonas pretas picadas
150 g de queijo  picado grosseiramente




Como se faz:

Comece por retirar a parte superior do pão, de modo a que fique com uma espécie de taça. Retire todo o miolo do seu interior e reserve as tampinhas de pão.
Aqueça um fio de azeite e junte-lhe a cebola e o dente de alho, picados, deixe-a amolecer e acrescente  a farinheira, sem pele e desfeita. Mexa, em lume brando, regue com o leite ou as natas, misturando bem. Junte as azeitonas, tempere com uma pitada de sal e os oregãos, envolva tudo bem e deixar cozinhar, em lume brando, até o molho ter uma consistência espessa. Por fim, acrescente o tomilho e, se achar necessário, retifique o sal.
Recheie o pão, polvilhe-o com o queijo ralado grosseiramente e leve-o ao forno, pré-aquecido a 180ºC, durante 10 minutos ou até gratinar e alourar um pouco.
Sirva quente acompanhado de tostas ou com o próprio pão